21 julho 2013

Resenha: Vivendo, amando e aprendendo







Autor: Leo Buscaglia

Editora: Record (Nova Era)
Assunto: Amor, relacionamentos, aprendizado, vida e etc
Sinopse: Vivendo, amando e aprendendo uma aula que prepara qualquer um de nós para um melhor relacionamento com a vida e com aqueles que nos cercam. Doar, aceitar, não se intimidar por limites e adversidades, confiar, bem-viver e amar - sobretudo amar. Essas são algumas das lições presentes no discurso de Buscaglia que, numa análise mais ampla, podem ser identificadas no dia-a-dia de todos aqueles que tiram da vida o melhor e mais alegre proveito.













Um livro para quem quer amar, viver e aprender



  Um dos melhores livros que já li, sem sombra de dúvidas! Desde já deixo meus agradecimentos à amiga que me proporcionou tão maravilhosa viagem, obrigada, Bárbara. Esse é o tipo de livro que com certeza depois de ler, você quer dividir com o mundo. Então lá vão minhas impressões para vocês.

  Sabe aquele autor que você quer dar vários "upas" apertados e conversar com eles horas a fio? Esse é Leo Buscaglia! Ah... Quem dera se eu tivesse o conhecido! Infelizmente, este amado autor deixou este plano. Mas sendo a vida eterna, do meu ponto de vista, quem sabe um dia não nos encontramos? hihi... Queria ter estado em uma de suas aulas sobre o amor... Dialogado e aprendido. O livro é realmente maravilhoso. Você vê coisas sobre as quais já havia pensado e reflete sobre coisas novas, aprende, amadurece... Aprende realmente  a amar, viver e muito mais! Como minha amiga disse, você lê e tem vontade de sair por aí abraçando as árvores e roubando as folhas. Encontramos várias reflexões. O livro é uma seleção de aulas, palestras que ele dava sobre o amor. E ele mesmo, se intitula louco o bastante para isso. Onde já se viu alguém querer ensinar sobre o amor? Mas ele tentou. E conseguiu muito bem dar pelo menos um toque de esperança às pessoas. Fez elas sentirem, pensarem sobre a própria vida e amarem... :) O amor com que ele fala é algo incrível, você sente na forma com que ele fala, sabe que ele age com amor. Há diversas histórias dele, coisas que aconteceram em sua vida, que são divididas conosco, e as histórias são divertidíssimas! Vou deixar a vocês uma parte das coisas que mais me marcaram no livro, pois se colocasse todas, a resenha ficaria enorme.


  Um dos pontos mais frisados nos livros é a abordagem do ensino. Como eu disse, Leo é facilitador do ensino (professor), e ele critica o modo de ensino sem amor que possuímos. Mas essa falta de amor é geral, não só nas escolas, mas no mundo, na vida. No nosso modo de olhar para o outro. Estamos ficando muito "impenetráveis". Com tanta violência que há por aí, cada vez mais as pessoas estão ficando desconfiadas umas das outras, sem amor. Quando andamos na rua o que vemos são figurantes do dia-a-dia caminhando conosco, não um ser humano com história e coração. E talvez aquele desconhecido que anda do outro lado da calçada seja um suposto criminoso, na nossa mente. Meio paranoico? Talvez, mas de certa forma fazemos isso. Pelo menos digo isso quando me situo no Rio de Janeiro e em certos lugares por aqui. O que quero dizer é que por esses fatores, estamos deixando de amar as pessoas, sem nem ao menos conhecê-las. E é assim também nos colégios. Para alguns alunos, ir às aulas é uma espécie de obrigação, algo pesado, somente isso. E os professores... Bem, infelizmente estão deixando de valorizar os professores. E quanto à visão destes em relação aos alunos, penso que varia, mas que na maioria, falta amor. Até porque não só os professores erram nessa relação, deixando faltar amor. Deve ser difícil, é só observar as notícias atuais. Se não me engano, o livro é dos anos 80, 90. Talvez nessa época as coisas fossem melhores que hoje em dia. O assunto é muito mais aprofundado no livro, criando uma espécie de sociedade utópica como ideal, se comparada à nossa atual. 




 "Creio que as pessoas estão começando a olhar para essa coisa que se chama amor. E agora o fazem sem acanhamento. Estão dizendo: 'Talvez tenhamos de voltar a isso'. Diz Silberman: 'O que falta é o afeto. As escolas são lugares sem alegria nem pensamento, que estão estrangulando as crianças e destruindo a criatividade e a alegria'. Deveriam ser os lugares mais alegres do mundo, sabe, porque cada vez que você aprende alguma coisa você passa a ser uma coisa nova. Você não pode aprender nada sem ter que readaptar tudo o que você é em torno das coisas que tiver aprendido. Portanto, gostaria de lhes falar um pouco sobre o que creio ser um ser humano afetuoso. Eu poderia dizer o professor afetuoso, mas não gosto dessa expressão. Sabe, você não é só um mestre, é um ser humano. As crianças podem se identificar com as pessoas, com os seres humanos, mas têm grande dificuldade em se identificar com os mestres. Quando você começar a se comportar como um professor nesse papel, verá que diz todo tipo de coisas que não queria dizer."


  Algo também extremante genial é o que é dito sobre o método de aprendizagem. Aprendemos que ninguém ensina nada a ninguém, apenas facilita o conteúdo. Não podemos obrigar alguém a aprender, a pessoa aprenderá somente se quiser. E também o fato de que o ensino é algo homogeneizado, o que é feito como metodologia e imposto às pessoas é algo feito como se fôssemos todos iguais. Recordo-me de ter visto livros didáticos feitos para regiões pobres do Nordeste, mandando os alunos irem ao shopping. E esse é ainda um fraco exemplo. O que Leo quer dizer na verdade é que mesmo que você vá fazer literatura precisa ser um gênio na matemática, aprendendo como se fosse um, se não não é bom o suficiente. O exemplo que o autor usa são os animais. A história conta que os animais da floresta uma vez se reuniram para montar uma escola, e nessa escola resolveu-se ensinar de tudo. Os esquilos ensinariam a subir em árvores, os pássaros a voar, a serpente a rastejar, o coelho a correr e assim por diante. E todos os animais deveriam aprender tudo isso. Claro que foi uma tragédia, pois a aptidão deles não era essa.  Não se pode ensinar cobras a voar, supondo um exemplo mais radical. E se você quer ser escritor de romances, por que tem que aprender sobre as divisões do átomo? Por que querem me passar coisas que não estão no meu coração, como se todos fôssemos iguais? Somos diferentes, e isso deveria contar na hora de ensinar. Diz que as escolas se preocupam a ensinar essas coisas que dificilmente usaremos, mas não é ensinado a lidar com a vida. Não aprendemos nas aulas que o amor pode machucar e ao mesmo tempo salvar, não aprendemos que devemos ter paciência com as pessoas. E aí entra o professor. Não como substituto dos responsáveis, mas um auxílio à educação, um exemplo a mais, como é de fato. O professor influencia, é a pessoa que detém o conhecimento, que sabe das coisas, para as crianças. Então se ele fala mal dos outros nas aulas, sem motivo algum, se divulga discursos errôneos, as crianças pensarão que é o certo. Segundo Leo, precisamos de pessoas que queiram ensinar por amor, e aprender junto dos alunos (afinal não sabemos de tudo), que queiram quebrar o formulário do que deve ser ensinado, e ensinar o que realmente é necessário. Ensinar de certa forma também o amor, dar exemplos positivos. 

  Mais um ponto interessante é o ensino "copia e cola". Quando o que é ensinado deve ser copiado somente, sem reflexão. Um ensino alienante, que faz com que os alunos simplesmente aceitem aquilo que é jogado sem questionar, como eu disse, o professor é a autoridade. E estamos formando pessoas assim, que copiam e colam, mas que não tomam a atitude de refletir e criar suas próprias "artes". Esses dias vi uma resenha da Tatiana sobre um livro de como escrever, que diz que nós, leitores, estamos também copiando muito o que lemos, e nos achando sábios porque lemos aquilo e sabemos, mas sem parar para rever nossos conceitos. Espere aí! Temos que refletir! Pensar por nós mesmos em tudo. Na vida, nas conversas, na escola, nos livros, no trabalho. Vamos refletir e ter nossas próprias opiniões! E assim, cresceremos de verdade, aprenderemos. Porém, ainda desta forma, se quisermos chegar mais perto da sabedoria, devemos reconhecer nossa ignorância. Estamos em aprendizado, não sabemos de tudo, afinal. 



"Pensamos muito menos do que sabemos. Sabemos muito mais do que amamos. Amamos muito menos do que existe. E nessa medida exata somos muito menos do que somos."

  Tenho observado que estamos com uma mania muito feia de querer exigir que as pessoas sejam como queremos que elas sejam. Isso não adianta! As pessoas são o que são, e um segredo que aprendi esses dias é que precisamos perdoá-las por isso. Perdoar as pessoas por não serem perfeitas. Parar de exigir que as pessoas sejam de tal ou qual forma. Buscaglia fala de suas aulas de educação física, que há uma exigência enorme para ser "o bom" no time. E eu usei suas falas até para meu trabalho sobre a metodologia da educação física. Muita gente não gosta porque se torna desestimulante, acabamos sendo desprezados por não saber jogar uma bola, por não ter "o perfil", e não ensinados com amor, como deveríamos ser. Parece que os professores realmente pouco ligam se você aprende ou não, simplesmente dão a bola e vocês que se resolvam. Quem é bom é destacado, e se você não é muito bom a turma te deixa de lado (apesar de que na sala quando tem trabalho todo mundo te procura...). E isso desestimula, não é? Quem gosta de fazer algo onde é menosprezado, descartado? Tratado como se não valesse? Eu não gosto, e por isso passei muitos anos não gostando também, até melhorar e amadurecer.  

  Um dos fatores que mexe tanto no desempenho das aulas como em outras coisas que fazemos é a consideração. É você acertar e ser reconhecido por aquilo que fez. No fundo, no fundo, precisamos disso. Precisamos desse incentivo. E precisamos ser aceitos como somos. Como eu disse antes, perdoados por não sermos perfeitos. Precisamos ser amados. Ele fala sobre isso na família, no lar. É quando você chega em casa e é recebido, apesar de ter errado no seu dia. Não importa, sua família te ama mesmo assim. E assim deveria ser um casamento. Você tem um dia cheio no trabalho, seu chefe grita com você porque você errou. Mas quando você chega em casa se sente seguro, porque sabe que é amado apesar de tudo. É chegar e ser amado por quem você é, é ser aceito apesar dos seus defeitos. E isso é realmente lindo. 


  Entre essas e outras, Leo nos ensina a amar e a relaxar. A não dar importância exagerada às coisas, o que evita muito estresse. Já pensou se nós pudéssemos simplesmente nos importar menos com as coisas bobas? A vida seria bem mais fácil. Ele nos ensina que devemos dizer a verdade às crianças. Por que enganá-las com uma perfeição que não existe? Quando as ilusões caem a verdade dói. Não seria mais fácil se estivéssemos preparados? Nos ensina a sermos loucos ao nosso jeito,mas loucos com amor. A liberar o riso e a viver a vida com alegria. A fazer nossas loucuras e sermos felizes, assim como ele encheu sua sala de folhas porque as achava lindas e seus vizinhos não. A simplesmente viver, amar e aprender. Espero que todos possam ler este livro e amar como eu amei, aprender como aprendi, e passar a viver de forma melhor.



  Não deixarei os quotes aqui, pois já me prolonguei demais na resenha deste maravilhoso livro, e ainda assim, não disse o suficiente. Então farei um post específico para deixar quotes desse livro, e para dar a vocês inspiração para a vida, e um abraço em forma de livro do Leo Buscaglia. E cuidado! O livro pode causar forte vontade de sair por aí amando simplesmente por amar e pensando simplesmente para se tornar melhor!






 E fica aqui ainda uma música que tem a ver com se sentir seguro, que tem a ver com o amor. E ainda por cima nessas vozes maravilhosas que já indiquei aqui no blog.







Beijos açucarados.




6 comentários:

  1. Oi Viv!!!
    Você me deixou com vontade de ler esse livro!!
    Mas, o que mais gostei mesmo foi da música hihihi
    Adorei e já peguei pra mim!
    Tem um meme pra você lá no blog, depois da uma olhada!
    Beijos
    Garota Liber
    http://garotaliber.blogspot.com

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    1. Oba!! Leia sim, é maravilhoso!!
      Já conferi, devo responder esta semana.
      Beijão!

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  2. Oi, Vivian!
    Que resenha hein. Uau!
    Me deixou com mt vontade de ler o livro, acho que eu tiraria várias coisas boas dessa obra!
    Beijos
    Descobrindolivros.blogspot.com.br

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    1. Se tira sim!! É ótimo!!
      Sabe quando você fala de um livro mas não consegue dizer nem metade do que gostaria? Esse livro é assim. Por mais que eu tenha dito, ainda sinto que falta algo. É ótimo! Leia!
      Abraços!

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  3. 1º: resenha MUITO inteligente hihi, se eu fosse fazer uma, só falaria 'MEU DEUS, PRECISO DO ABRAÇO DO LEO, ELE ME MOSTROU COMO O AMOR PODE SER UMA COISA LEVE E PROFUNDA, AO MESMO TEMPO', mas enfim, você, como sempre, arrasando, Vi! Parabéns.
    2º: Música perfeita com covers perfeitas, bela escolha.

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    1. Obrigada pela parte que me toca, kkkkkkkk... e obrigada por emprestar o livro perfeito.
      Elas arrasam, né?
      Beijos!!

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