06 junho 2013

Resenha: Dezesseis Luas




Autoras: Margaret Stohl e Kami Garcia
 Editora: Galera Record
Assunto: romance sobrenatural
Sinopse: Ethan é um garoto normal de uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos e totalmente atormentado por sonhos, ou melhor, pesadelos com uma garota que ele nunca conheceu. Até que ela aparece... Lena Duchannes é uma adolescente que luta para esconder seus poderes e uma maldição que assombra sua família há gerações. Mais que um romance entre eles, há um segredo decisivo que pode vir à tona. Eleito pelo Amazon um dos melhores livros de ficção de 2009. Direitos de tradução vendidos para 24 países. Um filme da série está sendo produzido. "Pacote completo: um cenário assustador, uma maldição fatal, reencarnação, feitiços, bruxaria, vudu e personagens que simplesmente prenderão o leitor até o fim..."











"A escuridão não pode expulsar a escuridão;
só a luz pode fazer isso.
O ódio não pode expulsar o ódio;
só o amor pode fazer isso."
Martin Luther King Jr.






   Ethan Carter Wate, nosso querido protagonista, vive desde seu nascimento em Gatlin, uma cidadezinha tradicional da Carolina do Sul. Desde o início, percebemos sua crítica à cidade e aos moradores. Para Ethan, tudo o que aconteceria de melhor em sua vida seria se ver bem longe de Gatlin. Longe das tradições, das hipocrisias, das mesmas pessoas fúteis. Enfim, livre. Até o dia em que Lena Duchannes chega à Gatlin. E sua estranha sensação é de conhecê-la de seus sonhos. Sim, antes da chegada de Lena, Ethan tinha vários sonhos onde tentava resgatar uma garota e acabava falhando. E como acontece conosco, acordava não lembrando bem do rosto da pessoa. Sempre levantava com a cama cheia de terra e o familiar cheiro de limões e alecrim. 



   Cidade tradicional, pessoas de cidade tradicional, de modo bem caprichado, eu diria. Lena é sobrinha do recluso da cidade, Macon Ravenwood. E naturalmente, há vários boatos sobre ele, inclusive de que ele tinha algo de "maligno". Graças a isso, Lena passa a sofrer preconceito e piadas de mau gosto no colégio, simplesmente por ser diferente. Como Ethan se interessa por ela, é claro que se aproxima, tornando-se assim, seu único amigo lá. Esta questão é interessante, um meio de mostrar como quem pratica bullying se torna ruim, e quão idiota e injusto isso pode ser. Pedras voam sobre Ethan, graças a isso. Todos o criticam e querem excluí-lo, mas claro, quem de bom senso liga para o povo de Gatlin? 

  Adoro essa fala do Macon sobre sua seleção e motivos para não se enturmar com a cidade:



 " - E não é minha culpa que tenho uma queda por boa educação, inteligência razoável e higiene pessoal satisfatória, não necessariamente nessa ordem."




  Pessoas chatas de Gatlin à parte, Ethan e Lena vão se conhecendo cada vez mais e... É óbvio, se apaixonando. Coisas estranhas começam a acontecer perto de Lena. Algumas delas, inclusive envolvem Ethan. Mas de onde vem essa ligação? Esta questão se intensifica quando descobrimos que Lena é uma conjuradora. Segundo Lena ela é de uma família de conjuradores...



"— Conjuradores?
Ela assentiu.
— Tipo, conjuradores de feitiços?
Ela assentiu de novo.
Eu a encarei. Talvez ela fosse louca.
— Tipo, bruxas?
— Ethan. Não seja ridículo.
Expirei, momentaneamente aliviado. É claro, eu era um idiota. O que eu estava pensando.
— Essa palavra é muito idiota. É como chamar alguém de "o atleta". Ou "nerd". É só um estereótipo imbecil."



    Obs: Concordo com Lena, chamar alguém de atleta só porque gosta ou é bom nos esportes não é o ideal, nem chamar alguém de nerd só por tirar boas notas, ser nerd é muito mais que isso. Enfim...
  Pelo que entendi, ela faz feitiços, mas isso não quer dizer que seja má como uma bruxa, tenha caldeirões ou etc. Ela só tem poderes, gente, só isso.. E uma boa diferença é que dentro dos conjuradores, encontramos tipos variados de poderes, que deixarei vocês na curiosidade para ler. Então achamos um mistério. Se ela é conjuradora e ele humano, como há esta ligação entre os dois? Teria Ethan poderes também? 

   Além disso, sendo Lena uma conjuradora, aos dezesseis anos, ela seria escolhida pela luz ou pelas trevas, ou seja, neste aniversário seu poder aumentaria, e sem escolha ela poderia se tornar completamente diferente do que é, má e sem nenhum bom sentimento. Deixando, inclusive de amar Ethan. Neste ponto achamos aquele dilema de "sou perigoso" reduzido (ela não faz aquele drama todo), e na versão feminina. Quanto mais se aproxima de seu aniversário, mais nervosa e poderosa ela fica. E ele sempre está ali, dizendo que tudo vai ficar bem, não importa o quão louco tudo possa parecer. O que é maravilhoso, é lindo esse apoio que ele dá a ela. Quantas pessoas não gostariam de encontrar um par assim, que as apoiem e segurem quando tudo parece perdido? É difícil, mas existe. Fé, pessoal!


   Entre aventuras e mistérios, eles vão atrás de respostas para seus dilemas. A escrita é boa, e os pensamentos de Ethan são encantadores. Discordo das pessoas que disseram que ele parecia uma garota. Ele só não tem aquela mentalidade padronizada pelo senso comum que a maioria dos garotos de sua idade têm. Ou seja, nada de pensar em "Tenho que sair, ficar com não sei quantas. Curtir! Curtir! Curtir!". Graças a Deus! Se não eu nem leria este livro, pode ter certeza. Ele é muito mais homem que este tipinho, mostrando caráter, doçura, dedicação, inteligência e coragem, e claro, bom humor. Apesar disso, em certos momentos notei certa hipocrisia da parte dele, hipocrisia que ele larga por Lena. Falo do fato de ele criticar tanto os adolescentes do seu colégio, que são vazios e repetitivos, e ser um deles, aparentemente, pois faz parte do grupo dos meninos "populares", saindo com eles, sem dizer nada. 




  





  Falando melhor dos personagens:
   



    Macon Ravenwood: completamente diferente da imagem que a cidade de Gatlin tinha dele. Ethan o imaginava como um recluso que passava os dias de pijama resmungando. Na verdade, ele é um "cavalheiro" bem educado que se veste bem (de modo meio antigo, às vezes), e super inteligente. Além de ser poderoso, é claro. Um dos melhores personagens do livro.









          Amma é a única pessoa que Ethan tem, já que após perder sua mãe em um acidente, seu pai se tranca no escritório - onde Ethan nunca pode entrar - e vive trocando os horários para "escrever". Sendo assim, nada de atenção para o filho. Amma é supersticiosa e vive com seus amuletos e rituais. Louca por palavras cruzadas. E quase uma "mãe coruja" para Ethan. Ele a descreve como alguém de autoridade sobre ele e outras pessoas próximas.
















          • Marian é a verdadeira bibliotecária. Nada de Amma ser... Isso é coisa de má adaptação. Marian era amiga da mãe de Ethan, e presta super favores ao longo da história. Ela não aparece no filme, assim como outros personagens.







          Link: amigo de Ethan. Toca numa banda que é a melhor (única) de Gatlin. Sim, eles são ruins. Seu jeito é divertido e descontraído e sua amizade com Ethan é daquelas naturais, sem problemas, "somos garotos e não complicamos". 
           Até que ele sobreviveu bem aos seus possíveis traumas de infância, já que sua mãe é integrante do FRA, que é uma associação hipócrita que toma conta da vida alheia e prega uma religião "forçada", com costumes rígidos. Exemplo? Mandar queimar os exemplares de Harry Potter porque eram "má influência". Apesar disso, ele é muito diferente da mãe e um cara legal.










          Ridley: prima malvada da Lena que vive chupando um pirulito de cereja. Por que prima malvada? Ela foi invocada para as trevas, e depois disso nunca mais foi a mesma. Antes disso, ela e Lena eram quase irmãs. Até o dia da invocação...


























             Dou quatro estrelas, e recomendo. É um livro que aparentemente parece só mais um romance sobrenatural adolescente, mas pode trazer muito mais que isso, com suas aventuras  e reflexões nas entrelinhas, posso dizer que a leitura vale a pena. Se faz o seu estilo, boa leitura!



            Observação: Esqueçam esse absurdo de que este livro é o novo Crepúsculo, isso foi um marketing idiota que não me convenceu. As histórias são diferentes e a semelhança é que são romances sobrenaturais. Notavelmente, quando um livro faz sucesso, os outros serão comparados a ele, é inevitável.




            Comparações com o filme:








             Diferente em muita coisa. Sim. Mas confesso que amei os dois. Talvez seja porque assisti ao filme quando estava na metade do livro. Mas não é que não me prejudicou? Os finais são diferentes.
            Algo que me incomodou a princípio, foi a aparência da Lena (Viola Davis). No livro, os cabelos de Lena são pretos, cacheados e ela tem os olhos verdes. E ele fala muito, muito dos olhos e dos cabelos dela. Mas quando assisti ao filme... Esqueci isso da aparência, ela interpretou a Lena perfeita, do jeito que eu imaginava. Forte, sarcástica, nada disso de "personagem sem sal" (graças a Deus!). Quanto ao Ethan (Jeremy Irons), eu o imaginava com cara de mais novo, porém sua atuação me agradou.






             Os outros atores deram show de interpretação. O Macon ficou perfeito, a Amma, o Link... Até a Ridley! E olha que sua aparência também é diferente. No livro ela é loira, não ruiva. E no filme, ao invés de um pirulito, ela sai por aí com morangos. E claro, os cenários e figurinos  ficaram perfeitamente mágicos.


















           Resenha feita por mim como postadora no blog Flor de Lis.

          Beijos açucarados.






          8 comentários:

          1. Oi tudo bem?
            Nossa que show ^^.
            Quero muito ler,estou para assistir ao filme(me disseram que é otimo) mas já que não é bem igual vou ler também.
            Ficou ótima sua resenha Vivian parabéns!
            bjus
            Tamires C.

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          2. Este comentário foi removido pelo autor.

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          3. AMO AMO AMO... Já li os três livros. Estou desesperada esperando o Dezenove Luas kkkkk

            Obs: o filme pecou muito u.u só acho kkkk Mas é legalzinho =D

            Beijinhos
            http://slothreaders.blogspot.com.br/

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            1. haha! Ainda não li, mas pretendo ler.
              Sim, ficou diferente.

              Beijos.

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          4. Nunca li o livro mas o filme eu já vi várias vezes!! É muito bom e fofo :)
            O final é surpreendente mas eu ainda espero o segundo filme, porque ficou meio vago sabe?
            Queria muuuito ler o livro!

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